Afeganistão liberta cidadão americano após mais de um ano de prisão
O homem de 64 anos estava detido desde janeiro de 2025, sob a alegação de violação de leis .
As autoridades afegãs, no entanto, nunca divulgaram publicamente quais leis foram essas.
Um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Talibã informou que o pesquisador acadêmico foi libertado em Cabul, capital do país, por ocasião do Eid al-Fitr, o feriado muçulmano que marca o fim do mês sagrado islâmico do Ramadã.
Após um apelo feito pela família de Coyle, a Suprema Corte do Afeganistão "considerou seu período anterior de prisão suficiente".
O Afeganistão libertou Coyle “por compaixão humanitária e boa vontade, e acredita que tais medidas podem fortalecer ainda mais o clima de confiança entre os países”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores, acrescentando que Cabul "também expressa a esperança" de que o país e os EUA "encontrem soluções para os problemas remanescentes por meio da compreensão e do diálogo construtivo no futuro”.
No início deste mês, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a designação do Afeganistão como patrocinador de detenções ilegais, acusando-o de praticar "diplomacia de reféns".
O governo do Afeganistão rejeitou as alegações dos EUA de que detém estrangeiros para obter vantagem sobre outros países, afirmando que as autoridades afegãs prendem pessoas por violarem leis, e não para fechar um acordo.
Acredita-se que as autoridades afegãs tenham pelo menos mais um cidadão americano em seu poder : Mahmood Habibi, um empresário afegão-americano que trabalhava como contratado para uma empresa de telecomunicações sediada em Cabul e desapareceu no país em 2022.