Novo leilão do Galeão entra na reta final com expectativa de disputa acirrada
O governo federal projeta arrecadar cerca de R$ 1, 5 bilhão com a operação, valor a ser pago à vista pelo vencedor e que representa um ágio expressivo sobre o lance mínimo de R$ 932 milhões.
A expectativa no mercado é de concorrência relevante entre operadores internacionais já consolidados no país.
Entre os interessados estão a atual concessionária RIOgaleão , formada pelas empresas Vinci Airports e Changi Airport Group , além da Zurich Airport e da Aena , ambas já com presença em aeroportos brasileiros.
Com a nova modelagem, a Infraero deixará a operação do terminal, onde hoje mantém participação de 49%.
O leilão ocorre sob um desenho contratual reformulado, resultado de negociações entre o governo, o Tribunal de Contas da União e a Agência Nacional de Aviação Civil .
A principal mudança foi a substituição da outorga fixa anual por uma cobrança variável, atrelada ao faturamento do aeroporto, além da retirada de exigências consideradas pesadas, como a construção de uma nova pista.
A leitura no setor é de que o novo modelo reduz riscos e torna o ativo mais atrativo.
O contrato segue válido até 2039, mas a relicitação busca corrigir distorções do ciclo anterior.
Em 2013, na primeira concessão, o Galeão foi arrematado por R$ 19 bilhões, em um cenário de forte expectativa de crescimento da demanda.
A crise econômica, a retração do setor aéreo e, mais tarde, os efeitos da pandemia pressionaram o equilíbrio financeiro do contrato.
Um dos fatores que têm elevado o interesse é o plano da Gol Linhas Aéreas de transformar o Galeão em base para voos internacionais de longa distância, com rotas diretas previstas para Nov