MP abre investigação sobre conduta da GCM após uso de spray e gás para dispersar bloco
O caso ocorreu em 17 de fevereiro, no Butantã, na Zona Oeste da capital.
Na ocasião, agentes usaram bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta contra foliões.
Imagens registraram os participantes tossindo, cobrindo o rosto com camisetas e panos e se abrigando em bares para da ação.
) A apuração será conduzida pelo Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública (Gaesp), após representação apresentada por parlamentares e integrantes da sociedade civil, entre eles a Bancada Feminista do PSOL.
Os autores do pedido sustentam que a intervenção foi desproporcional e atingiu inclusive crianças, idosos e pessoas que buscavam abrigo da chuva.
O MP determinou o envio do caso ao comando da GCM, que terá 30 dias para prestar esclarecimentos.
A corporação deverá detalhar a ocorrência, informar se houve registro policial e encaminhar documentos como relatórios operacionais, ordens de serviço e protocolos de atuação em grandes eventos.
Também foi solicitada ao programa Smart Sampa a preservação de imagens da região no dia dos fatos.
Procurada, a GCM não se manifestou até a última atualização da reportagem.
GCM usa spray de pimenta e gás lacrimogênio para dispersar bloco no Butantã, na terça-feira (17).
— Foto: Montagem/g1/Reprodução Fundado em 1981, durante a ditadura militar, o bloco Vai Quem Qué iniciou a concentração às 13 h, na Praça Laerte Garcia da Rosa, e terminou o trajeto às 18 h, na Praça Santo Epifânio, conforme previsto no Diário Oficial.