Após liberação recorde, agência internacional avalia novos estoques de petróleo
O diretor-executivo da entidade, Fatih Birol, afirmou que a medida pode ser adotada caso a situação se agrave.
Vamos observar as condições, analisar os mercados e discutir com nossos países membros”, afirmou Birol nesta segunda-feira (23), durante evento em Canberra, na Austrália.
Em março, os países membros da IEA concordaram em liberar cerca de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas — a maior retirada já feita pela agência .
A medida foi adotada como resposta direta à alta dos preços globais e às incertezas geradas pelo cenário geopolítico.
Mesmo com essa liberação, a agência avalia que o problema está longe de ser resolvido.
A medida ajudou a aliviar parte da pressão no mercado, mas não eliminou os riscos associados à oferta global de petróleo.
Birol reforçou que não há um preço específico que determine uma nova liberação de estoques.
A decisão depende de uma análise ampla das condições do mercado e de alinhamento com os países membros.
Nos bastidores, a IEA também tem mantido conversas com autoridades internacionais para coordenar possíveis respostas à crise.
A estratégia envolve não apenas o uso de estoques, mas também o acompanhamento de cadeias logísticas e da demanda global por energia.
O contexto da crise envolve ainda a importância do Estreito de Ormuz, um dos principais pontos de passagem do petróleo no mundo.