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Em 2005, a Sony queria transformar o PS3 em um computador; o destino, porém, mostrou que os jogadores queriam algo diferente

Por Kevin Ribeiro • 22/03/2026 às 17:05
Em 2005, a Sony queria transformar o PS3 em um computador; o destino, porém, mostrou que os jogadores queriam algo diferente

Estamos falando, portanto, de um computador disfarçado de sistema de entretenimento, uma ambição já evidente em seu design: processador Cell, leitor de Blu-ray, disco rígido incluso, Wi-Fi e uma mensagem focada mais no futuro do entretenimento doméstico do que em videogames.

Entre 2005 e 2006, a Sony apresentou o console como um sistema expansível, conectado à internet e capaz de rodar Linux — uma ideia bastante incomum para um console de mercado de massa.

O problema é que essa visão resultou em uma das maiores controvérsias da história da Sony: um preço de lançamento de € 599, uma barreira que transformou a empolgação em desespero.

Para piorar a situação, a empresa japonesa adiou o lançamento europeu até 23 de março de 2007, devido a problemas de produção com o laser azul — um grande revés que ocorreu justamente quando mais precisavam desse impulso.

Assim, no papel, o PS3 parecia à frente de seu tempo, mas, na prática, muitos estúdios o viam como uma máquina complexa e cara, difícil de ser totalmente aproveitada.

O recurso Other OS reforçou ainda mais a ideia de um computador doméstico, já que permitia instalar outros sistemas operacionais.

Assim, pode-se dizer que o console não queria apenas rodar jogos, mas também trabalhar.

Portanto, quando a Sony removeu o Other OS em 2010 por motivos relacionados à segurança dos jogadores, ela enterrou uma das promessas mais singulares do projeto e deixou claro que a prioridade havia mudado.

O curioso é que Kutaragi era visto como uma figura extremamente ambiciosa, mas não totalmente errada, já que a Força Aérea dos Estados Unidos decidiu conectar 1.

760 consoles Play Station 3 para construir um supercomputador.

Além disso, o ponto de virada definitivo ocorreu quando Kaz Hirai teve que se lembrar de algo muito mais simples e, ao mesmo tempo, mais comercial: o Play Station 3 tinha que ser, antes de