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Minha Série Emergência Radioativa: Como estão as vítimas do acidente do Césio-137 hoje em dia? Há 28 minutos

Por Kevin Ribeiro • 21/03/2026 às 17:45
Minha Série Emergência Radioativa: Como estão as vítimas do acidente do Césio-137 hoje em dia? Há 28 minutos

Vítimas da grande tragédia afirmam que Emergência Radioativa foi produzida sem consultá-las em nenhum momento.

Lançada pela Netflix na última quarta-feira (18), a série Emergência Radioativa retrata uma grande tragédia brasileira, que pode ser desconhecida por boa parte da população mais jovem do país.

Em 1987, a abertura inadequada de uma máquina de radioterapia fez com que o elemento Césio-137 se espalhasse por bairros de Goiânia, capital de Goiás.

A produção do streaming usa a ficção para recontar os eventos trágicos resultantes desse evento, que incluem desde a internação até a morte rápida de várias pessoas que tiveram contato com o material.

No entanto, ela não se aprofunda nas consequências a longo prazo do desastre, que são sentidas por muitos até os dias atuais .

Conforme mostra uma reportagem do Metrópoles, o desastre do Césio-137 mudou para sempre a cidade de Goiânia.

Além de deixar 249 contaminados, a situação resultou no monitoramento de outras 112 mil pessoas , que poderiam ter sido expostas à radiação do material.

Lourdes, que também perdeu seu marido e a residência, não é a única cuja história não é retratada completamente por Emergência Radioativa.

Outros sobreviventes também relatam dificuldades atuais, tanto pelo baixo valor da pensão, quando pelos diversos problemas de saúde que desenvolveram como resultado a longo prazo da exposição ao Césio-137 — o que os impede de trabalhar e levar uma vida normal.

A pensão faz parte de uma das principais lutas dos sobreviventes, que afirmam não ter nenhum reajuste há 7 anos.