No Lollapalooza 2026 Sabrina Carpenter não é só a " rainha do atrevimento"
Quando Sabrina Carpenter estourou nas paradas com sua "Espresso" e, em seguida, lançou Short N' Sweet , a "nova loirinha" foi saudada pela mídia musical de uma miríade de maneiras diferentes: como a história de sucesso essencial do show business , que trabalhou duro por anos antes de ser recompensada; como a jovem sem papas na língua que chegou para devolver o atrevimento ao cenário ocidental.
O show de Carpenter no Lollapalooza Brasil 2026 , que rolou na noite dessa sexta-feira (20) diante de um público que arrisca bater o recorde estabelecido por Miley Cyrus quatro anos atrás, prova que fizemos um desserviço a ela.
De fato, o espetáculo trazido pela cantora para o Autódromo de Interlagos, azeitado por anos de turnê ao redor do mundo, é um argumento forte para Carpenter como a artista pop mais singularmente dedicada ao gênero da atualidade.
Estruturada a partir de um dispositivo narrativo simples (um programa de variedades no estilo que era popular na TV dos EUA até algumas décadas atrás), a performance se desenrola em um cenário elaborado de plataformas e andaimes, e Carpenter quase nunca está no palco sem sua trupe numerosa de dançarinos, bem ensaiados em uma coreografia que mistura de forma esperta o musical teatral e o clube de strippers.
A iluminação colorida domina esse palco gigante de forma intransigente - rosa choque ou azul céu, vermelho aveludado ou amarelo solar.
Um post compartilhado por Omelete (@omelete) No meio desse banho de neon, Carpenter surge como musa de clipe pop oitentista.
Para este que vos fala, foi o solo no meio de "Tears" que virou a chave: diante de um ventilador que faz seu cabelo voar como fios de algodão doce contra a luz que bate nas suas costas, a cantora posa e vira, vira e posa.
Carpenter estava " vamping ", em bom inglês - como se estivesse em um editorial da Vogue dirugido pelo fotógra