The BRIEF Pedra no sapado: IA atrapalha planos dos EUA de reduzir déficit comercial Há 53 minutos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já mostrou sua personalidade forte e inflexibilidade inúmeras vezes, mas nem mesmo ele consegue bater de frente com a inteligência artificial.
Apesar das suas políticas para reduzir o déficit comercial no país, a exigência de importação tecnológica coloca os planos do mandatário em pausa.
Para Trump, o déficit sempre foi uma grande fraqueza econômica dos EUA e por isso ele esteve disposto a mudar isso de maneira radical.
Vale notar que o termo se refere ao processo de quando um país importa mais produtos do que efetivamente exporta, ou seja, quando a compra supera as vendas.
Como a IA tem garantido números fortes para a Bolsa de Valores e é o grande investimento da década, os EUA não poderiam simplesmente cortar o número de importações, em especial o de tecnologia estrangeira.
Para as companhias norte-americanas continuarem nessa toada, é preciso realizar a importação de chips e máquinas caras de outros países.
Isso faz com que as políticas de Trump entrem em uma questão difícil, afinal de contas o déficit comercial dos Estados Unidos subiu para perto de US$ 1, 2 trilhão (cerca de R$ 6, 3 trilhões na cotação atual) em 2025.
Apesar do número alto, ele é apenas 2, 1% maior do que em 2024, mas mesmo assim se tornou um problema para a administração Trump.
Uma das grandes questões enfrentadas nesse déficit tem relação com Taiwan, graças à TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company), maior fabricante de semicondutores do mundo .
A tecnologia que alimenta aceleradores da Nvidia e AMD vem de lá, então acaba por se tornar uma base para inúmeros produtos ao redor do globo.
O grande desejo da administração Trump é que chips e eletrônicos sejam produzidos localmente nos Estados Unidos.