Música Show polivalente do Blood Orange embala bem 1º pôr do Sol do Lolla2 min de leitura Caio Coletti
Escalado para o palco principal em um horário especial para qualquer festival de música (o pôr do Sol, com o show começando às 17 h), Dev Hynes e seus asseclas precisaram conquistar um público inicialmente cético, que estava por lá esperando outros artistas, durante a sua apresentação de pouco mais de uma hora - mas isso não foi um problema.
Sem enrolação nem populismo, Hynes assumiu o seu lugar atrás dos teclados quando o Sol anda estava forte, enquanto uma dupla irrepreensível de vocalistas ( Ian Isiah e Eva Tolkin , ambos brilhantes e cheios de presença de palco) vinha a frente com o intuito discreto de chamar o público para curtir a vibe junto com a banda.
Acima de tudo, o Blood Orange chegou munido de canções belamente melódicas e suingadas.
A música de Hynes flutua sem nem suar entre tradições do jazz (trompetes suavezinhos e pianos sincopados), do R&B (batidas digitais marcantes e guitarradas ardidas) e do rock alternativo (solos graves e bateria decisiva), que como um bônus ainda esbarram no clássico quando ele deixa os teclados para tocar o violoncelo elétrico, uma troca ousada que nunca deixou de animar a plateia do Lolla.
É um show polivalente, nos ritmos que propõe e nos sons que utiliza.
Aqui e ali, pipocam ideias pop - talvez inevitável tendo em vista que Hynes já produziu para Sky Ferreira, FKA Twigs, Solange Knowles, Birtney Spears, Kylie Minogue e Lorde -, mas a onda do Blood Orange é fragmentar, e explorar quais sensibilidades se levantam nos recortes que ele faz.
E o Lolla, mesmo que inicialmente cético, não conseguiu não entrar na dele.
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