Após início da guerra no Oriente Médio, Tesouro Nacional recompra quase R$ 50 bilhões em títulos e ajuda conter alta nos juros futuros
Trata-se da maior operação de recompra já realizada pela instituição.
Oficialmente, o Tesouro informa que o objetivo da atuação é "oferecer suporte ao mercado de títulos públicos, assegurando seu bom funcionamento e o de mercados correlatos".
Em termos práticos, ao recomprar papeis do mercado financeiro, o Tesouro Nacional aumenta a demanda por esses títulos, o que eleva o seu preço e, consequentemente, diminui sua taxa de juros.
A atuação tem o efeito, portanto, de injetar "liquidez" ao mercado financeiro, ou seja, liberar recursos aos bancos, e, com isso, conter movimento desordenado de pressão altista na curva de juros.
A Secretaria do Tesouro Nacional comprou nesta semana R$ 49 bilhões em títulos públicos, que haviam sido colocados nos últimos anos no mercado financeiro, por conta dos efeitos da guerra no Oriente Médio.
A taxa Selic, fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que atualmente está em 14, 75% ao ano, tem efeito somente no curto prazo.
Já a curva de juros do mercado futuro, afetada pelos leilões do Tesouro Nacional, é definida pelas condições do mercado (oferta e demanda).
O cenário global das últimas semanas, com a eclosão da guerra no Oriente Médio, pressionou para cima a curva de juros.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como esses papeis têm prazos longos, seus juros servem de base para a chamada