Tenente-coronel acusado de matar esposa soldado é o 1º oficial da PM de SP preso por feminicídio desde 2015
A informação acima foi dada nesta quarta-feira (18) pelo secretário-executivo da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o coronel da PM Henguel Pereira, durante entrevista à imprensa, na sede da pasta, para tratar da investigação policial sobre o assassinato de Gisele.
"Sim, é o primeiro caso, mesmo porque é um feminicídio contra uma policial feminina também.
Então o caso é bem atípico", voltou a dizer Henguel após a coletiva, ao g1 .
"É um caso que chamou muito a atenção de toda a segurança pública que está em São Paulo, porque seria até um, tecnicamente, um crime de militar contra militar, um crime de feminicídio", afirmou Henguel.
Ele assumiu o cargo de secretário-executivo neste ano, no lugar do delegado Osvaldo Nico Gonçalves, alçado ao posto de secretário-geral da SSP, com a saída de Guilherme Derrite.
Henguel Pereira, secretário-executivo da SSP, diz que tenente-coronel Geraldo Neto é primeiro oficial da PM preso por feminício desde que lei foi criada em 2015.
O militar é acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves — Foto: Kleber Tomaz/g1 e Reprodução Na Polícia Militar de São Paulo são considerados oficiais os policiais a partir do posto de aspirante a oficial, incluindo tenentes, capitães, majores, tenentes‑coronéis e coronéis _responsáveis por comandar a tropa.
Soldados, cabos, sargentos e subtenentes integram o quadro de praças.
A Polícia Civil e a Corregedoria da PM concluíram que Geraldo foi quem deu o tiro na cabeça da esposa, após discutirem dentro do apartamento do casal, no Brás, Centro da capital, no último dia 18 de fevereiro .