Governo corre contra o tempo para evitar uma ‘crise do diesel’ ainda maior
O preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu mais de 11% em uma semana , segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Mande para o g1 Em questão de semanas, os ataques de EUA e Israel ao Irã espalharam um intenso conflito por toda a região.
Um dos principais trunfos do Irã é o controle do Estreito de Ormuz , por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Os iranianos alegam que, por conta dos ataques, o estreito foi fechado.
Com o fluxo de comércio na região reduzido a menos da metade do habitual, o barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 no início do ano para US$ 110.
A disparada da matéria-prima pressiona diretamente a Petrobras, que é responsável por cerca de 45% do preço final do diesel no Brasil .
Com o petróleo mais caro, a empresa precisa decidir entre repassar esse aumento — o que encarece o combustível para o consumidor — ou segurar os preços e reduzir suas margens de lucro.
Esse cenário expõe como a política de preços da estatal também tem sido usada para conter a inflação .
Para evitar um repasse integral da alta, o governo federal lançou um pacote para segurar o preço dos combustívei Primeiro, anunciou a isenção de impostos federais e uma “ajuda de custo” (a chamada subvenção) a produtores e importadores de diesel.
A previsão é gastar R$ 30 bilhões para reduzir em R$ 0, 64 por litro o preço na bomba.
Em contrapartida, será aplicado um imposto sobre a exportação de petróleo.