Filmes Casamento Sangrento 2 evita a repetição com trama maior e melhor que original4 min de leitura Caio Coletti
O filme original, de 2019, fez um dinheiro modesto nas bilheterias e tinha uma história bem fechadinha dentro de seu estilo irreverente, mas virou candidato a cult contemporâneo e apresentou oportunidade irrecusável para Searchlight Pictures , que andava precisando de um hit.
E o cinismo engatilhado em relação à sequência ainda não foi ajudado pelo trailer , que revelava que o novo filme ia basicamente reeditar a premissa do anterior.
Aqui, mais uma vez, Grace ( Samara Weaving ) é caçada através de uma noite infernal por um grupo de ricaços que tem um pacto com o demônio.
A diferença é que A Viúva remove a sátira esperta do longa original (uma extrapolação sangrenta do medo corriqueiro de conhecer a família da pessoa que você ama).
Ao invés disso, Grace é sequestrada pelos membros d’O Conselho, um cabal de famílias milionárias que, graças à vitória da moça no jogo de esconde-esconde mortal do primeiro filme, agora disputam a cabeça dela para ganhar a posição de maior poder dentro da organização.
Parece complicado, mas por sorte Elijah Wood está por aqui para explicar tudo como o personagem identificado apenas como O Advogado, basicamente um dispositivo de exposição de trama, que carrega um livrão embaixo do braço com todas as regras do pacto d’O Conselho com o cabrunhão (mais uma vez nomeado Sr.
Tudo armado para mais uma continuação caça-níqueis que tenta metodicamente replicar a magia criativa do original, certo?
A grande surpresa de Casamento Sangrento 2: A Viúva é que em nenhum momento o filme transparece motivações marketeiras ou cai na repetição preguiçosa.
Christopher Murphy , repetindo a parceria do primeiro filme, acertam em cheio ao expandir o