Games Crimson Desert tropeça na própria grandeza6 min de leitura Daniel Sodré
Cada nova informação sobre o novo projeto da Pearl Abyss , criadores do MMO Black Desert Online , transpassava uma promessa de algo grande demais — e apesar de eu me manter otimista sobre tudo isso, no final a verdade cobrou o que era devido.
Crimson Desert chega prometendo ser um jogo de ação e aventura cheio de detalhes e mecânicas, com um mundo expansivo e rico.
De fato, ele entrega isso; o problema mora na execução de cada uma de suas partes: a soma delas entrega um jogo bom, mas extremamente obtuso.
A história é um bom ponto de partida para exemplificar o que digo.
Ela segue Kliff, um membro dos Greymanes, uma espécie de clã de mercenários bonzinhos que encontra seu fim pelas mãos de um clã rival.
O protagonista, entretanto, é salvo da morte por meios desconhecidos, e agora cabe a ele reagrupar seu bando e salvar seu mundo, e muitos outros, de uma ameaça iminente e misteriosa.
Logo de cara a premissa dá objetivos claros para o jogador, mas eles se perdem através de uma condução deveras estranha da narrativa.
O mistério do mundo, a ameaça que se aproxima, reagrupar seus companheiros e ajudar pessoas e reinos pelo caminho se misturam de uma forma truncada e inorgânica durante as diferentes missões principais da história.
Em um momento você está em uma festa de recepção de um reino vizinho que dá errado, e no outro está lidando com fendas dimensionais e um misterioso vilão.
Os saltos entre as situações e suas temáticas são instantâneos, e não se conversam na maioria das vezes.
Entretanto, as diferentes linhas narrativas ainda conseguem ser interessantes o suficiente para engajar o jogador, dependendo do momento.