DLSS 5 é apenas um tapa na cara dos artistas e deve criar futuro puramente artificial
Em 16 de março, a Nvidia anunciou o DLSS 5, nova geração da tecnologia de renderização baseada em inteligência artificial.
De cara, a revelação trouxe estranheza em toda a comunidade pela aparência de AI slop, ou IA barata, uma conclusão fácil de se chegar com uma rápida batida de olho nas imagens.
A atualização do DLSS 5 é mais um passo rumo a um futuro em que os visuais de jogos são pobres e artificiais, sem todo aquele encanto, beleza e impacto que desenvolvedores trabalharam ao longo de mais de 40 anos para construir.
Sempre encarei o fotorrealismo com um olhar meio torto — óbvio que é encantador ver jogos com uma precisão gráfica tão realista como um Forza Horizon , The Last of Us Parte 2 , Red Dead Redemption 2 ou um Death Stranding 2 que gera reações como “Kojima, o que você fez?
” —, mas, artisticamente, nem sempre é a forma mais bela de se fazer videogames.
Desde o surgimento do DLSS, FSR ou qualquer tecnologia de renderização de imagens baseada em IA, os jogos se tornaram um pouco mais feios e artificiais — artificialidade essa que já rodeava os games com o sem vida ray tracing.
E o caminho trilhado se aprofunda ainda mais em direção a um esvaziamento artístico com o uso de “IA barata”, como o DLSS 5 aparenta ser.
Se voltarmos ao passado, em uma era que agora é considerada retrô, vemos como o ray tracing e DLSS deixaram os jogos, de certa forma, mais feios.
Um dos meus exemplos favoritos é Resident Evil 1 Remake, lançado em março de 2002 para Game Cube.
O game usa recursos de iluminação universal, cuidadosamente trabalhada por cada um dos artistas envolvidos no desenvolvimento da obra, modelagem e expressão facial dos personagens feita por humanos e, sinceramente, o DLSS 5 e ray tracing não conseguem capturar uma fração disso, mesmo 24 anos depois — e melhorou ainda mais com o rema