O passado português do estreito de Ormuz, no centro das atenções pela guerra no Irã
Os portugueses estabeleceram uma fortaleza e usavam a cidade localizada na ilha de Gerum como ponto de parada para as embarcações a caminho das terras que faziam parte do império português no Oceano Índico.
A principal marca dessa presença portuguesa em Ormuz são os restos do Forte de Nossa Senhora da Conceição, ali inaugurado em 1515.
As ruínas são tombadas pelo órgão de proteção ao patrimônio histórico do Irã.
O controle português do estreito duraria somente até o século seguinte.
No período conhecido como União Ibérica — em que as coroas portuguesa e espanhola foram unidas, de 1580 a 1640 —, a possessão passou a ser alvo de ataques persas, com apoio de embarcações inglesas.
Ruínas do forte fundado por portugueses em Ormuz — Foto: Fariborz/ Creative Commons/ Wikimedia Commons/ Via BBC Em crônica do século 16, o historiador português João de Barros (1496-1570) descreveu Ormuz como uma cidade situada "quase na garganta de estreito do mar da Pérsia".
Ele notou que a ilha era "toda muito estéril e, em grande parte, uma mina de sal e enxofre, sem que naturalmente nela cresça um ramo ou uma erva verde".
📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "A cidade em si é muito magnífica em seus edifícios e próspera no comércio, pois é uma escala onde chegam todas as mercadorias orientais e ocidentais", observou Barros.
"Dessa forma, embora a ilha não produza nada por si mesma, por meio do comércio possui todas as coisas estimadas do mundo.
" Barros escreveu ainda que, pela prosperidade local, os moradores costumavam dizer que "o mundo é um anel e Ormuz uma pedra preciosa engastada nele".
Epicentro da geopolítica mundial nos últimos dias, por conta da guerra travada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, o estreito de Ormuz já foi parte do extenso portfólio das conquistas portuguesas de cinco séculos atrás — que inc