CBF separa R$ 70 milhões e cria regras para bancar Série B
A entidade irá bancar as despesas de logística e arbitragem no torneio, mas exigirá o cumprimento de metas de gestão para manter os pagamentos.
Os clubes, resumidamente, terão que manter os salários de atletas e funcionários em dia, pagar ou celebrar acordos por dívidas antigas até novembro e enviar balanços financeiros semestrais à ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol).
As regras nasceram de um pleito das equipes, que alegaram dificuldades financeiras para arcar com esse tipo de despesa – que a CBF entendia não ser mais de responsabilidade da entidade por não ter sido a responsável pela venda dos direitos de transmissão.
Para atender a essa demanda, a CBF criou o que chamou de Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B – na prática, reforça o regulamento de fair play financeiro, instituído neste ano, antecipa algumas de suas regras e cria uma sanção a mais, sem ignorar as que já estão em vigor.
Os clubes precisão manter suas folhas de pagamento (incluídos encargos trabalhistas e recolhimentos previdenciários) sem atrasos – com atletas, comissão técnica e funcionários.
Essa obrigação vale também para contratos assinados antes de 1º de janeiro, o que antecipa uma regra de transição então prevista para 2027.
Taça da Série B 2025 — Foto: Junior Souza/CBF As equipes também não poderão atrasar pagamentos devidos a outros clubes por transferências de atletas concretizadas nesta temporada.
Nos dois casos, serão dados 60 dias para a regularização dos pagamentos.
Outra exigência, com prazo até 30 de novembro, é de que os clubes paguem ou celebrem acordos formais de quitação de dívidas contraídas antes de janeiro.