Políticos apostam em delação seletiva de Vorcaro, mas investigadores rejeitam e dizem que colaboração terá que avançar nas provas
16/03/2026 08 h58 Atualizado 16/03/2026 Investigadores que atuam no caso envolvendo o empresário Vorcaro têm indicado que não aceitarão uma delação premiada seletiva ou parcial.
Segundo relatos de bastidores, interlocutores ligados ao gabinete do ministro Mendonça afirmam que qualquer colaboração deverá revelar todos os ilícitos relacionados ao caso.
As informações fornecidas em eventual delação serão confrontadas com provas e documentos já reunidos no processo.
A avaliação entre investigadores é que uma delação incompleta ou “meia-boca” não será homologada pelas autoridades responsáveis.
Integrantes da investigação dizem ainda que parte das informações pode ser confirmada diretamente em contratos e documentos analisados.
Vorcaro é transferido para penitenciária em Brasília — Foto: Reprodução TV Globo Investigadores que acompanham o caso envolvendo o empresário Vorcaro têm indicado, nos bastidores, que não aceitarão uma delação premiada seletiva.
Segundo relatos obtidos pelo blog , interlocutores ligados ao gabinete do ministro Mendonça afirmam que ninguém está sendo pressionado a fazer delação.
No entanto, caso haja colaboração, todos os ilícitos relacionados ao caso, mesmo envolvendo autoridades dos três Poderes, terão de ser revelados com clareza.
De acordo com essas fontes, as informações apresentadas em uma eventual delação serão cruzadas com as provas já existentes no processo.
A avaliação de quem acompanha a investigação é que uma delação considerada "meia-boca" não será homologada.
Parece óbvio dizer que Polícia Federal não aceita colaborações parciais, mas há advogados que sondaram a possibilidade junto à investigadores de uma colaboração não muito completa.