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Equador inicia 15 dias de operações antidrogas com apoio dos EUA

Por Kevin Ribeiro • 15/03/2026 às 17:42
Equador inicia 15 dias de operações antidrogas com apoio dos EUA

Haverá rígidos toques de recolher nas regiões mais afetadas pela violência.

Fiel aliado de Washington, o presidente do Equador, Daniel Noboa, vem implementando há mais de dois anos uma política dura contra os cartéis da cocaína , mas os índices de homicídios, desaparecimentos, extorsões e outros crimes não recuaram.

Até a manhã de 31 de março, as forças militares equatorianas lançarão uma "ofensiva muito forte" com "assessoria" americana, antecipou o ministro do Interior, John Reimberg.

O governo não decidiu publicamente se irá mobilizar militares dos EUA em seu território, como já ocorreu durante o mandato de Noboa.

"Não se arrisquem, não saiam, fiquem em casa, deixem que a força pública, com os aliados, faça o trabalho que tem de ser feito", acrescentou.

Embora não produza cocaína, o Equador virou o principal ponto de partida da droga que chega aos Estados Unidos.

Vizinho dos maiores produtores do pó branco, Colômbia e Peru, o país deixou de ser uma ilha de paz para ter uma das taxas de homicídio mais altas da América Latina: 52 para cada 100 mil habitantes, segundo o Observatório do Crime Organizado.

Os equatorianos das províncias costeiras de Guayas, Los Ríos, Santo Domingo de los Tsáchilas e El Oro estarão proibidos de sair entre 23 h e 5 h locais.

Durante o toque de recolher, só poderão sair de casa: viajantes com passagem aérea em mãos; profissionais de saúde; trabalhadores dos serviços de emergência.

A medida preocupa jornalistas, transportadores, donos de restaurantes, bares e outros negócios noturnos, além de pessoas que vivem longe de seus locais de trabalho.

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