Presidente cubano confirma conversas com EUA em meio à crise energética
“Há fatores internacionais que facilitaram essas conversas”, disse Díaz‑Canel , acrescentando que o objetivo principal do diálogo é “identificar quais são os problemas bilaterais que precisam de solução”.
Na transmissão, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como “el Cangrejo” e neto de Raúl Castro, aparecia sentado atrás de Díaz‑Canel, reforçando a importância atribuída às negociações.
Em entrevista coletiva, o presidente descreveu o processo como “muito sensível” e que está sendo tratado “com responsabilidade e muita sensibilidade”.
“Expressamos nossa vontade de continuar o processo sob os princípios de igualdade, respeito aos sistemas políticos de ambos os países, à soberania e à autodeterminação”, afirmou Díaz‑Canel.
Ao comentar sobre a situação crítica na ilha, ele destacou que isso “tem a ver com o bloqueio energético” imposto pelos Estados Unidos, principal causa dos problemas.
“É uma situação para a qual nos preparávamos de antemão”, afirmou, lembrando que “há três meses não entra combustível no país”.
O presidente cubano explicou que o bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, intensificado após uma operação militar na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro em Caracas , interrompeu o envio de petróleo venezuelano à ilha e agravou a crise energética.
Díaz‑Canel afirmou que as conversas com Washington foram conduzidas por ele, pelo ex‑presidente Raúl Castro e por alguns membros do Partido Comunista cubano, sem detalhar quem participou pelo lado americano.
A confirmação desses diálogos ocorre após o próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar em várias ocasiões que Washington mantinha conversas com representantes cubanos.