Mais de 14 mil medidas protetivas são concedidas a mulheres no RJ em menos de 3 meses; veja como se proteger
O que muita gente não sabe é que a vítima pode pedir o endurecimento dessas restrições para ampliar a própria proteção.
As medidas protetivas estão previstas na Lei Maria da Penha.
Vítimas podem pedir à Justiça medidas mais rigorosas, como o uso de tornozeleira eletrônica pelo agressor ou a disponibilização de botão do pânico.
Como fiscalizar as medidas protetivas Em menos de três meses deste ano, a Justiça concedeu mais de 14 mil medidas protetivas a mulheres vítimas de violência no estado do Rio de Janeiro.
Uma mulher, que prefere não se identificar, contou que foi casada por 18 anos e precisou recorrer à Justiça para conseguir uma medida protetiva contra o ex-marido.
“A partir do momento em que eu disse que queria me separar, eu tive um vislumbre do que muitas mulheres passam anos e anos na vida delas.
Ele falava que ia quebrar a casa, que ia quebrar armário”, contou.
“Ele pegava a marreta e falava: ‘olha, se você falar pra alguém o que tá acontecendo eu vou quebrar tudo’.
📱 Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Mulher recorreu à Justiça para conseguir uma medida protetiva contra o ex-marido — Foto: Reprodução/TV Globo As medidas protetivas estão previstas na Lei Maria da Penha.
Só neste ano, 14, 4 mil medidas de urgência foram concedidas em todo o estado do Rio.
Elas podem determinar o afastamento do agressor do lar, a proibição de aproximação ou contato com a vítima, entre outras providências para garantir a segurança da mulher.