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Ainda assustador e belo, Fatal Frame 2: Crimson Butterfly Remake é quase o remake perfeito

Por Kevin Ribeiro • 12/03/2026 às 15:16
Ainda assustador e belo, Fatal Frame 2: Crimson Butterfly Remake é quase o remake perfeito

Fatal Frame 2: Crimson Butterfly é, possivelmente, o melhor game da franquia e estava preso no PS2, mas, com o remake produzido pela Koei Tecmo, se liberta das amarras e chega de forma quase impecável para uma nova geração de jogadores que poderão conhecer essa tímida franquia repleta do típico terror japonês.

Um dos grandes destaques de Fatal Frame 2 é a sua sombria narrativa que se torna cada vez mais perturbadora conforme você adentra no Vilarejo Minakami, principal local da trama.

Falando no Vilarejo, toda a sua arquitetura, cada casa, pequenas plantações, moinhos, sua escuridão.

todos esses elementos evocam um terror sublime que é bem suave, mas bastante opressivo ao mesmo tempo.

Sempre com os fantasmas à espreita, caminhar por aí se torna ainda mais assustador.

A atmosfera é um ponto muito importante no gênero de terror de sobrevivência e Fatal Frame 2 Remake dá aula nisso.

Com uma trilha sonora tímida na maior parte do tempo, o jogo aposta em sons do ambiente e até mesmo um constante zunido agudo que permeia os lugares e dá uma enorme sensação de que você está sendo observado constantemente por algo ou alguém — e em algumas ocasiões não existe nada, mas esse sentimento constrói um medo ótimo para o game.

Todo esse terror é potencializado com os ótimos gráficos do jogo, mas aqui há um ponto que me incomodou muito.

Durante todo a gameplay, existe um filtro de tela que deixa a imagem bem granulada e até mesmo com bastante ruído.

Isso dá um toque retrô, mas que empobrece os belos gráficos, na minha opinião.

Voltando à narrativa, a dinâmica das irmãs Mio e Mayu Akamura está melhor do que nunca e se torna mais profunda com os novos rostos e expressões faciais das