Após STF impor controle mais rigoroso de emendas, Tesouro Nacional toma medida para facilitar rastreio
O órgão informou ter atualizado a classificação das fontes ou destinações de recursos a ser utilizada por Estados, DF e municípios para incluir codificação específica destinada à identificação das emendas parlamentares.
Foi criada uma informação Complementar Emendas Parlamentares (EP) e incluídos novos códigos de acompanhamento.
O governo argumenta que, desta forma, "será possível identificar com mais clareza a origem e o fluxo desses recursos nas diferentes etapas da gestão orçamentária e financeira dos estados e municípios".
A nova regra tem efeitos para a elaboração e execução dos orçamentos de 2027.
"A atualização promovida pela Portaria traz avanços relevantes para a governança fiscal e para a qualidade das informações das contas públicas.
Entre os principais benefícios da medida estão a identificação mais clara dos recursos provenientes de emendas parlamentares e a melhoria no monitoramento da execução orçamentária e financeira, permitindo acompanhar com maior precisão o fluxo desses recursos", informou o Tesouro Nacional.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o governo, a portaria também "fortalece os mecanismos de controle e fiscalização ao facilitar a rastreabilidade das despesas associadas às emendas e aperfeiçoa a prestação de contas à sociedade, com informações fiscais mais detalhadas e qualificadas".
A mudança nas regras de identificação pelo Tesouro Nacional acontece após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter vetado a liberação de emendas consideradas irregulares, na esteira do proibição do chamado "orçamento secreto" — adotado na gestão do presidente Jair Bolsonaro.