Ataques danificam locais históricos no Irã e geram alerta sobre impacto da guerra no patrimônio cultural
O caso gerou preocupação sobre o impacto da guerra em expansão em patrimônios protegidos importantes para a identidade iraniana e para a história mundial.
Diante da rapidez e da extensão dos danos, Irã e Líbano pediram nesta semana à agência cultural da ONU, a UNESCO, que inclua mais locais em sua lista de proteção reforçada.
A UNESCO confirmou danos ao Golestan Palace, um palácio luxuoso da era Qajar localizado em Teerã.
Também houve estragos no Chehel Sotoun, do século XVII, e na Masjed-e Jāme, considerada a mesquita de oração de sexta-feira mais antiga do país — ambos na cidade de Isfahan.
Danos também foram confirmados em construções próximas ao Khorramabad Valley, área que reúne cinco cavernas pré-históricas e um abrigo rochoso com evidências de presença humana que remontam a cerca de 63 mil anos antes de Cristo.
Imagens gravadas pela Associated Press em 3 de março mostram que, no Palácio Golestan, vidros quebrados dos tetos espelhados cobriram o chão.
Arcos danificados, janelas destruídas e molduras espalhadas foram vistos abaixo das paredes decoradas com mosaicos de vidro.
A UNESCO afirmou que havia fornecido previamente a todas as partes envolvidas no conflito as coordenadas geográficas dos patrimônios culturais, para que tomassem “todas as precauções possíveis” e evitassem danos.
A agência também monitora danos em outros pontos do Oriente Médio, como a White City, em Israel, e em Tyre, no Lebanon.
A destruição de patrimônios culturais tem sido recorrente em guerras nas últimas décadas, incluindo conflitos entre Russia e Ukraine e entre Israel e o grupo Hamas, nos quais dezenas de locais foram danificados ou destruídos.
Segundo o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, os conflitos modernos têm provocado impactos amplos sobr