Governo Lula vê nova onda de influência de apoiadores de Bolsonaro na gestão Trump para classificar facções como terroristas
Reclassificação de facções pelos EUA mobiliza Itamaraty O caminho utilizado envolvendo integrantes da gestão de Donald Trump que seguem a linha mais radical do chamado movimento Maga (Make America Great Again) .
A leitura do governo brasileiro é que a ideia de classificar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV) como terroristas é resultado de uma articulação entre aliados do ex-presidente e as figuras mais radicais da extrema-direita trumpista com o objetivo de criar uma armadilha para Lula em um ano eleitoral.
Na prática, o governo brasileiro prevê que uma classificação desse tipo nas facções que atuam no país abriria caminho para intervenções militares norte-americanas no território nacional, ferindo a soberania do Brasil, além da aplicação de sanções a instituições financeiras brasileiras.
A avaliação no Palácio do Planalto e no Itamaraty é que esses grupos perderam influência nas decisões da Casa Branca após o fracasso do tarifaço e das sanções contra autoridades brasileiras , mas “ressuscitaram” nas últimas semanas no entorno trumpista, especialmente no Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fala com repórteres no dia das reuniões informativas confidenciais para o Senado e a Câmara dos Representantes dos EUA sobre a situação no Irã — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz Não houve posicionamento oficial, nem declarações de integrantes do governo brasileiro, desde que se tornou pública a movimentação da pasta de Rubio para classificar as facções como terroristas.
A linha da diplomacia é trabalhar nos bastidores, com discrição.
De forma reservada, no entanto, o tom dos diplomatas é de revolta com