Irã colocou cerca de uma dúzia de minas no Estreito de Ormuz, diz agência
A medida pode dificultar a reabertura da região, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).
As exportações de petróleo e GNL pela área, ao longo da costa iraniana, foram praticamente interrompidas pela guerra iniciada há 12 dias pelos Estados Unidos e Israel.
O conflito ajudou a impulsionar a alta dos preços globais de energia.
O comando militar do Irã disse nesta quarta-feira que o mundo deve se preparar para a possibilidade de o petróleo atingir US$ 200 por barril.
Segundo uma das fontes, as minas foram instaladas "nos últimos dias", e a maioria dos locais já era conhecida.
A fonte não informou, no entanto, como os Estados Unidos pretendem lidar com elas.
A instalação de minas no estreito foi noticiada pela primeira vez pela CNN Internacional na terça-feira (10).
O Irã vinha ameaçando retaliar ataques militares com a colocação de minas no estreito, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do GNL transportados no mundo em condições normais.
A capacidade de interromper o tráfego marítimo na região dá a Teerã influência sobre os Estados Unidos e aliados.
As Forças Armadas dos EUA disseram que estão atacando embarcações iranianas usadas para instalar minas.
Segundo os militares, 16 dessas embarcações foram destruídas na terça-feira.