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Filmes A Pequena Amélie tem charme e sensibilidade, mas em quantidade limitada3 min de leitura Guilherme Jacobs

Por Kevin Ribeiro • 11/03/2026 às 10:03
Filmes A Pequena Amélie tem charme e sensibilidade, mas em quantidade limitada3 min de leitura Guilherme Jacobs

Isso é parte inerente da primeira infância, e A Pequena Amélie conta com cenas e mais cenas reforçando essas ideias.

O que torna a animação indicada ao Oscar 2026 tão interessante, contudo, é sua disposição a explorar outras facetas dessa idade.

A titular pequena Amélie tem tudo isso, e o filme de Maïlys Vallade e Liane-cho Han se mostra tão interessado em abordar esses conceitos quanto em mostrar a criança como divertida, amorosa e fofa.

É um retrato mais completo, e portanto mais interessante, de um momento na vida onde a sua interpretação dos acontecimentos, pessoas e ambientes à sua volta é a única possível.

Quando não se sabe de nada, cada conclusão tomada se torna absoluta, e para Amélie isso só pode significar uma coisa: ela é Deus.

Essa suposição arrogante, assim como todas as outras características mais difíceis de Amélie, nunca é julgada pelo filme.

Há um entendimento da parte dos cineastas de que Amélie está, claro, aprendendo a viver.

Ela vai errar, e vai perceber que nem tudo é bem como imagina.

A Pequena Amélie aborda o crescimento de sua protagonista de maneira franca, livre e genuinamente curiosa.

Quando a encontramos – aos dois anos e meio de idade, quando ela passa por um despertar de consciência e começa a raciocinar, perceber e interpretar – seu pai trabalha como cônsul da Bélgica no Japão em 1969, e sua família vive perto das montanhas, onde na primavera há jardins coloridos e no inverno há neve apaixonante.

Passamos a enxergar o mundo através de seus olhos, e usando uma estética de aquarela para pintar seu universo, A Pequena Amélie traz a imaginação da garota à vida.