Bangladesh fecha universidades em meio à crise energética
Diante do agravamento da crise energética ligada ao conflito no Oriente Médio, as autoridades de Bangladesh decidiram fechar todas as universidades do país a partir de segunda-feira, antecipando o início do feriado de "Eid al-Fitr". Essa medida faz parte de um conjunto de ações emergenciais para economizar eletricidade e combustível.
É importante destacar que o país depende de importações para 95% de suas necessidades energéticas, o que torna a situação ainda mais crítica. Na sexta-feira, limites diários para a venda de combustíveis foram impostos, e as autoridades informaram que a decisão de fechar as universidades se aplica a todas as instituições públicas e privadas do país.
Eid al-Fitr significa "festival da quebra do jejum" e marca a primeira vez que os muçulmanos podem comer durante o dia após o jejum do Ramadã. Em 2026, o feriado estava previsto para começar na sexta-feira, 20 de março. A medida de fechar as universidades visa reduzir o consumo de eletricidade e também ajudar a aliviar o congestionamento no trânsito, que leva ao desperdício de combustível.
Os campi universitários consomem grandes quantidades de energia para dormitórios estudantis, salas de aula e outros espaços. Com a crise energética, as autoridades buscam maneiras de reduzir o consumo e garantir o fornecimento de combustível e gás para a população. A medida ocorre enquanto o país enfrenta incertezas crescentes sobre o fornecimento de combustível e gás, após as interrupções nos mercados globais de energia.
Além disso, a população está enfrentando filas em postos de combustível, o que aumenta as preocupações com o abastecimento. A situação é crítica, e as autoridades estão trabalhando para encontrar soluções para minimizar os impactos da crise energética no país. A crise energética é um desafio significativo para Bangladesh, e a medida de fechar as universidades é apenas uma das ações que estão sendo tomadas para lidar com a situação.