Onde elas estão? O mapa das mulheres nos departamentos de futebol de clubes da Série A
O mapa das mulheres nos departamentos de futebol de clubes da Série A Por Jéssica Maldonado — Rio de Janeiro 08/03/2026 08 h00 Atualizado 08/03/2026 Ter uma mulher no dia a dia do futebol profissional masculino tem se tornado algo cada vez mais comum na maioria dos clubes.
Mas o número ainda é baixo e em funções mais "distantes" do campo ou dos setores com tomadas de decisões.
Ainda assim, há uma crescente da presença feminina nos CTs e que passa a ser encarada de forma natural, visto que há até pouco tempo essa figura era praticamente proibida no ambiente.
No topo da estrutura dos clubes, a Série A também registra um marco.
Pela primeira vez, dois times da elite do futebol brasileiro são comandados por mulheres: Marianna Líbano, presidente do Coritiba, e Leila Pereira, presidente do Palmeiras.
A presença feminina no cargo máximo de gestão representa um avanço simbólico em um ambiente historicamente dominado por homens.
Como objetivo de mapear o trabalho feminino no dia a dia, o ge procurou todos os clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro.
Apesar do avanço, a presença feminina ainda se concentra majoritariamente em áreas de apoio, como cozinha, limpeza, lavanderia e serviços administrativos .
Funções diretamente ligadas ao desempenho esportivo ou à tomada de decisões — como gestão, ciência do esporte ou comissão técnica — ainda são minoria, embora alguns clubes já apresentem avanços nesse sentido.
Marianna Libano, presidente do Coritiba — Foto: Everton Franco/RPC O levantamento do ge mostra cenários bastante diferentes entre os clubes.
Alguns têm presença feminina espalhada por diversas áreas do departamento de futebol, outros ainda em baixo número de circulação e trabalho no dia a dia.
Há também casos em que mulheres ocupam funções estratégicas: como gestão esportiva, caso do Botafogo, com Mayara Bordin; direção performance, no Bahia, com a Natália Bittencourt; e até quem já esteve no banco de reservas como auxiliar técnica, quabrando barreiras, como fez Nivia de Lima em 202