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Guerra no Irã ameaça impacto prolongado nos mercados globais de energia

Por Kevin Ribeiro • 07/03/2026 às 13:08
Guerra no Irã ameaça impacto prolongado nos mercados globais de energia

— Foto: Reuters A guerra no Irã pode deixar consumidores e empresas em todo o mundo enfrentando semanas — ou meses — de preços mais altos de combustíveis.

Isso pode ocorrer mesmo que o conflito, que já dura uma semana, termine rapidamente, já que os fornecedores ainda precisam lidar com instalações danificadas, logística interrompida e riscos elevados no transporte marítimo.

O cenário representa uma ameaça econômica global mais ampla e também uma vulnerabilidade política para o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , às vésperas das eleições de meio de mandato.

Eleitores estão sensíveis ao aumento das contas de energia e, em geral, rejeitam novos envolvimentos militares no exterior.

"O mercado está mudando seu foco, deixando de precificar o risco geopolítico puro e passando a lidar com a interrupção operacional tangível, à medida que o fechamento de refinarias e as restrições às exportações começam a prejudicar o processamento de petróleo bruto e os fluxos de suprimento regionais", disseram analistas do JP Morgan em uma nota na sexta-feira (6).

O conflito já levou à suspensão de cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo bruto e gás natural.

Teerã tem atacado navios no estratégico Estreito de Ormuz — entre suas costas e Omã — e também infraestrutura energética em toda a região.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os preços globais do petróleo subiram 24% na semana, ultrapassando US$ 90 por barril — um movimento que já pressiona os preços dos combustíveis para consumidores em todo o mundo.

O fechamento quase total do Estreito fez com que os grandes produtores da região — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait — suspendessem embarques de até 140 milhões de barris de petróleo, o equivalente a cerca de 1, 4 dia da demanda global, para refinarias