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“Não quero jogar outro jogo ambientado nos Estados Unidos": este novo survival horror dá as costas para o ' Sonho Americano', e esta é sua maior força

Por Kevin Ribeiro • 06/03/2026 às 17:02
“Não quero jogar outro jogo ambientado nos Estados Unidos

Em vez de cidades americanas, tão frequentes em produções de survival horror, Holstin aposta em uma ambientação pouco explorada nos videogames.

O projeto, dirigido por Rafał Sankowski, leva os jogadores para o interior da Polônia nos anos 1990 e busca construir uma identidade própria em meio a referências dominadas pela cultura dos Estados Unidos.

Segundo Sankowski, a predominância de cenários americanos no terror pode ser explicada por fatores como o chamado “Sonho Americano”, a influência de filmes de horror dos anos 1980 e o fato de muitos estúdios do setor terem origem nos Estados Unidos.

Ainda assim, o diretor decidiu seguir outro caminho com Holstin , um jogo que já chama atenção por seu visual e pela capacidade de alternar entre perspectivas isométrica e em terceira pessoa, além de diversos outros ângulos de câmera em momentos pontuais.

A história se passa em 1992, em uma pequena cidade polonesa que esconde um mistério sombrio.

Ruas mal iluminadas, construções marcadas pelo impacto da guerra e pelos anos de ocupação soviética, além de uma atmosfera opressiva, definem o cenário do jogo.

No decorrer da trama, o protagonista percebe que uma infecção misteriosa tomou conta da cidade e de seus habitantes.

Para o diretor, parte dessa sensação de inquietação nasce justamente do contexto histórico e geográfico, já que para muitos jogadores internacionais a Polônia daquele período pode parecer ao mesmo tempo desconhecida e perturbadora.

Sankowski afirma que a escolha também reflete o desejo de mostrar um lado de seu país pouco representado na cultura popular.

Ele lembra que estúdios como a Bloober Team já exploraram o passado polonês, como no caso de Cronos: The New Dawn , ambientado nos anos 1980 e inspirado em elementos históricos locais.

Ainda assim, Holstin se apresenta como uma espécie de “carta de amor à Polônia dos anos 1990”, período marcado por profundas transformações sociais e por uma