Entenda operação contra corrupção na Polícia Civil de São Paulo
Entre os presos, estão advogados, delegado, investigadores e figuras conhecidas da Operação Lava Jato, como doleiros.
A operação busca desarticular uma organização criminosa que utilizava a influência de agentes públicos em departamentos de elite para obstruir investigações ou deflagrar ações com o intuito de extorquir investigados.
Ao todo, a Justiça decretou 11 prisões preventivas e autorizou 23 mandados de busca e apreensão em residências, escritórios de advocacia e sedes de delegacias.
Para ocultar a origem ilícita da propina, o grupo utilizava métodos sofisticados.
Um dos pontos centrais era a conversão de dinheiro vivo em créditos de vale-refeição.
Saiba como funcionava esquema de corrupção na Polícia de SP Uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de São Paulo, pela Polícia Federal e pela Corregedoria Geral da Polícia Civil prendeu na quinta-feira (5) nove pessoas suspeitas de integrarem um esquema de corrupção sistêmica e lavagem de dinheiro instalado em departamentos estratégicos da Polícia Civil paulista.
Batizada de Operação Bazaar, a investigação mira um esquema em que delegacias especializadas teriam sido transformadas em balcões de negócios para garantir a impunidade de criminosos.
Segundo a decisão judicial do juiz Paulo Fernando Deroma de Mello, houve uma “subversão ao dever funcional” por parte dos policiais envolvidos, que usavam a estrutura do Estado para negociar a liberdade de suspeitos.