Quanto mais a guerra se prolonga, maior é o risco de terrorismo e ações de aliados do Irã pelo mundo, diz ex-subsecretário de Estado do governo Trump
Segundo o especialista afirmou em entrevista à BBC News Brasil, apesar dos golpes recentes à sua capacidade militar, o Irã ainda pode agir por meio de "seus representantes", tais como o Hamas, em Gaza, o Hezbollah, no Líbano, ou os houthis no Iêmen.
Cooper foi subsecretário de Estado para assuntos político-militares entre 2019 a 2021, durante o primeiro governo de Donald Trump.
Antes disso, serviu como representante dos EUA nas Nações Unidas e integrou as Forças Armadas americanas em missões no Iraque e na África.
Atualmente atua como consultor privado e pesquisador do centro de estudos Atlantic Council, com foco em segurança e Oriente Médio.
Para ele, as consequências do atual conflito entre Irã e Estados Unidos podem ser sentidas até mesmo na Europa, por meio de atos terroristas.
Em fevereiro, líder houthi Abdul-Malik al-Houthi disse que seu grupo, no Iêmen, estaria pronto para confrontos com Israel e seus aliados em solidariedade com o Irã.
— Foto: YAHYA ARHAB/EPA/Shutterstock Quanto mais a atual crise no Oriente Médio se prolongar, maiores são as chances do conflito se alastrar para além da região por meio do terrorismo e do uso pelo Irã de organizações aliadas, aponta o diplomata e ex-integrante do Departamento de Estado americano da primeira administração Trump, Clarke Cooper.