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Maioria dos ambulantes de SP trabalham mais de 44 horas e não querem mudar de profissão, aponta pesquisa

Por Kevin Ribeiro • 05/03/2026 às 21:54
Maioria dos ambulantes de SP trabalham mais de 44 horas e não querem mudar de profissão, aponta pesquisa

A pesquisa aponta que 56% dos vendedores atuam sem autorização formal e enfrentam violência e apreensões, com a regularização sendo uma das principais demandas.

O comércio de rua em SP é a única fonte de renda para 86% dos ambulantes, que incluem 32% de imigrantes e muitos com mais de uma década na atividade.

Levantamento aponta perfil de ambulantes em SP: maioria trabalha mais de 44 horas e não qu Um levantamento inédito do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) traçou o perfil de cerca de 12 mil trabalhadores ambulantes que atuam em pontos fixos na cidade de São Paulo .

A pesquisa mostra que, apesar das dificuldades da atividade, a maioria não pretende mudar de profissão.

O estudo também revela jornadas longas de trabalho e renda média inferior à dos demais trabalhadores da capital.

Na Rua da Juta, no bairro do Brás, um dos pontos com maior concentração de ambulantes, a rotina começa cedo.

As calçadas ficam cheias logo pela manhã, e a tranquilidade dura pouco.

Quando fiscais ou policiais se aproximam, vendedores recolhem rapidamente as mercadorias para evitar apreensões.

Ambulantes que trabalham na região dizem que a mobilização é rápida.

Um avisa o outro para tentar salvar os produtos, que muitas vezes são a única fonte de renda.

Um dos trabalhadores afirma que a rotina é marcada pela tensão constante.