Maioria dos ambulantes de SP trabalham mais de 44 horas e não querem mudar de profissão, aponta pesquisa
A pesquisa aponta que 56% dos vendedores atuam sem autorização formal e enfrentam violência e apreensões, com a regularização sendo uma das principais demandas.
O comércio de rua em SP é a única fonte de renda para 86% dos ambulantes, que incluem 32% de imigrantes e muitos com mais de uma década na atividade.
Levantamento aponta perfil de ambulantes em SP: maioria trabalha mais de 44 horas e não qu Um levantamento inédito do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) traçou o perfil de cerca de 12 mil trabalhadores ambulantes que atuam em pontos fixos na cidade de São Paulo .
A pesquisa mostra que, apesar das dificuldades da atividade, a maioria não pretende mudar de profissão.
O estudo também revela jornadas longas de trabalho e renda média inferior à dos demais trabalhadores da capital.
Na Rua da Juta, no bairro do Brás, um dos pontos com maior concentração de ambulantes, a rotina começa cedo.
As calçadas ficam cheias logo pela manhã, e a tranquilidade dura pouco.
Quando fiscais ou policiais se aproximam, vendedores recolhem rapidamente as mercadorias para evitar apreensões.
Ambulantes que trabalham na região dizem que a mobilização é rápida.
Um avisa o outro para tentar salvar os produtos, que muitas vezes são a única fonte de renda.
Um dos trabalhadores afirma que a rotina é marcada pela tensão constante.