Antes de ser assassinado, advogado Rodrigo Crespo falou sobre abrir bar com apostas on-line: ' O bom é que a gente não precisa falar com bicheiro nenhum'
O júri popular do assassinato de Crespo começou às 11 h50 desta quinta-feira e deve ter sua sentença (5) até o final da noite de sexta (6).
Na época das mesnagens, os pontos de jogo do bicho na Zona Sul passavam por uma mudança de mão: saía Bernardo Bello, que dominou a região por anos como representante da família Garcia, para Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, preso na última semana.
Crespo comentou com um amigo sobre a possibilidade de abrir o bar onde poderiam ser feitas apostas on-line.
Segundo ele; não seria necessário falar com nenhum bicheiro sobre o empreendimento, que teria como sócio o dono de um estabelecimento de pôquer em Botafogo: “O bom é que a gente não precisa falar com bicheiro nenhum.
Ele tem o padrinho dele, e fala com ele diretamente” dise Crespo em uma mensagem, exibida durante o julgamento.
Até as 14 h30, duas testemunhas foram ouvidas no júri popular.
O delegado Rômulo Assis, responsável pela investigação, comentou que a apuração encontrou elementos que mostram o interesse de Crespo em entrar no ramo de apostas on-line.
De acordo com o Ministério Público, essa teria sido a motivação do assassinato.
Rodrigo foi morto a tiros em fevereiro de 2024 na Avenida Marechal Câmara, no Centro do Rio, em frente ao escritório de que era sócio.
Leandro Machado da Silva, o "Cara de Pedra': policial militar que, segundo as investigações, providenciou os carros usados no crime.
Se entregou na Delegacia de Homicídios dias após o assassinato.