Empresa da Bahia nega acusação de Congresso dos EUA de uso militar pela China de suas instalações
➡️ Nesta semana, uma comissão do Congresso dos EUA publicou um relatório em que acusa a China de operar uma rede de instalações espaciais na América Latina com potencial uso militar .
Duas das instalações nomeadas no documento ficam no Brasil .
Ao g1, a CEO da empresa, Aila Raquel, disse que sua empresa se limita a fazer oferecer registros por satélite do território brasileiro para "monitoramentos ambientais, respostas a desastres naturais e gestão terrorial".
No documento, os deputados americanos mostram especial preocupação com a participação chinesa em uma estação na Bahia feita com uma empresa de satélites – e demonstram preocupação com uma potencial perda da hegemonia militar sobre a região, considerada como “esfera de influência” de Washington.
Com o pomposo nome de Comissão Seleta da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sobre Competição Estratégica entre os Estados Unidos e o Partido Comunista Chinês , o grupo criado em 2023 reúne deputados tanto do Partido Democrata quanto do Republicano.
A comissão tem o objetivo de desenvolver estratégias para competir econômica e militarmente com Pequim.
O Capitólio, sede do Congresso dos EUA, em Washington — Foto: Alex Wroblewski/AFP Sob maioria republicana, a comissão deixa clara a visão do presidente dos EUA, Donald Trump, de tratar a América Latina como “quintal dos fundos” de Washington .
O relatório, inclusive, é intitulado “China em nosso quintal dos fundos: volume 2 - Puxando a América Latina para a Órbita da China”.
No texto, a comissão defende que a China está desenvolvendo laços de cooperação científica e estratégica na área esp