Doleiros da Lava Jato são investigados em esquema de corrupção na Polícia Civil
Conhecidos durante a Operação Lava Jato , que investigou um esquema de corrupção na Petrobras e BR Distribuidora , os doleiros Leonardo Meirelles e Meire Poza reapareceram no noticiário policial nesta quinta-feira (5) como alvo da Operação Bazaar contra corrupção na Polícia Civil de São Paulo.
Leonardo Meirelles e Meire Poza ficaram conhecidos durante a Lava Jato por atuarem na estrutura financeira ligada ao doleiro Alberto Youssef , operador daquele esquema criminoso.
O g1 tenta localizar a defesa deles, mas até a última atualização desta reportagem não havia conseguido.
Meirelles também era apontado na época como operador de remessas ilegais de dinheiro e foi sócio de empresas usadas por Youssef para movimentar recursos investigados no esquema de corrupção da petrolífera.
Ele acabou condenado a 5 anos e 6 meses de prisão, em regime semiaberto, por crimes de lavagem de dinheiro.
MPF e PF apuram corrupção na Polícia Civil de SP Meirelles foi sócio de Youssef em empresas usadas nas investigações, como o laboratório Labogen, apontado pela força-tarefa da época como parte de um esquema para movimentar e enviar dinheiro ao exterior por meio de contratos simulados.
Após a condenação na Justiça, posteriormente o empresário firmou acordo de delação premiada, no qual relatou como funcionavam as remessas ilegais de dinheiro e o pagamento de propinas a políticos.
Na delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Meirelles relatou que fez mais de quatro mil operações financeiras no exterior, a pedido de Youssef, movimentando mais de US$ 140 milhões em propinas.
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