Uma em cada cinco vítimas de feminicídio em SP tinha medida protetiva
— Foto: Montagem/g1/Reprodução Uma em cada cinco mulheres vítimas de feminicídio na cidade de São Paulo tinha medida protetiva de urgência vigente no momento do crime.
O dado é da pesquisa Retrato dos Feminicídios no Brasil, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quarta-feira (4).
Entre setembro de 2023 e março de 2025, foram registrados 83 casos na capital paulista.
Desses, 18 mulheres haviam obtido medida protetiva — o equivalente a 21% do total, segundo a pesquisa.
No cenário nacional, a pesquisa aponta que, em 2024, foram contabilizados 1.
Em 148 casos (13, 1%), as vítimas também tinham medida protetiva em vigor quando foram assassinadas.
Procurada, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse, em nota, que o estado de São Paulo é pioneiro no uso da tecnologia para salvar vidas e no uso do monitoramento eletrônico de agressores de mulheres.
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Em 21 de fevereiro, em Botucatu, a jovem Júlia Gabriela Bravin Trovão e o namorado foram mortos a tiros pelo ex-companheiro dela.
A vítima havia feito dez boletins de ocorrência e solicitado três medidas protetivas contra o suspeito.
Outro crime que repercutiu ocorreu em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde Cibelle Monteiro Alves foi morta a facadas pelo ex-namorado enquanto trabalhava em uma joalheria de um shopping.