Obras públicas paradas em São Paulo somam mais de R$ 542 milhões em contratos
Entre os exemplos estão prédios da Polícia Militar abandonados desde a década de 1990 e uma obra do Ministério Público interrompida em 2023.
Especialistas afirmam que obras paralisadas geram despesas adicionais e que, no fim, o impacto recai sobre o orçamento público e o contribuinte.
A PM diz que estuda a retomada da obra, enquanto o Ministério Público de São Paulo informou ter identificado irregularidades nas medições, além de investigar suspeitas de corrupção.
34 obras públicas estão paradas na capital Em uma cidade em constante transformação, obras públicas que nunca ficaram prontas chamam a atenção de quem passa.
São prédios de concreto abandonados, cercados por tapumes e mato alto, que simbolizam projetos interrompidos e dinheiro público parado.
De acordo com estimativas do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), apenas na capital paulista há 34 obras públicas paralisadas, com contratos que somam mais de R$ 542 milhões .
O valor não inclui gastos extras com manutenção e segurança dessas estruturas.
Um dos exemplos mais antigos fica na Avenida Engenheiro Caetano Álvares, no Mandaqui, Zona Norte.
O conjunto de três prédios que deveria abrigar a sede da Polícia Militar começou a ser construído no fim da década de 1980, em um terreno da Escola Superior de Soldados do Barro Branco, mas a obra foi interrompida em 1992.
Mesmo abandonado, o local tem guarita e vigilância 24 horas.
Para moradores da região, o espaço poderia ter outra função.