Mendonça cita ‘alto escalão da República’, mas não especifica; delação premiada entra no radar
05/03/2026 06 h09 Atualizado 05/03/2026 O ministro André Mendonça, relator da operação Compliance Zero no STF, citou a existência de integrantes do “alto escalão da República” na investigação.
Até o momento, os nomes divulgados publicamente envolvem apenas quadros de segundo e terceiro escalão ligados ao Banco Central.
Mendonça não mencionou a possibilidade de enviar o caso à primeira instância ou desmembrar o inquérito.
Investigadores avaliam que a decisão indica possível presença de autoridades com foro privilegiado.
Medidas adotadas, como a transferência de Daniel Vorcaro para presídio estadual, são vistas como fator que pode estimular eventual delação.
PF prende Vorcaro acusado de formar milícia para pagar propinas e intimidar adversários A operação da Polícia Federal na Compliance Zero teve, na avaliação de investigadores, dois pilares centrais.
O relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça , também tem imprimido o próprio estilo ao processo, dando mais publicidade às ações da polícia.
Um dos pontos da operação é mostrar como funcionava o “submundo” de Daniel Vorcaro: como agiam os capangas dele e como operava o que investigadores descrevem como uma espécie de “deep web” ou “dark web” ligada ao esquema.
O outro eixo da investigação é a possível corrupção de integrantes do Banco Central .
Servidores do BC afastados atuavam como 'consultores' de Vorcaro, aponta investigação Mas há uma questão considerada fundamental pelos investigadores.
Na decisão, Mendonça menciona a existência de pessoas do “alto escalão da República”.