A garota foi atacada durante uma relação de confiança, diz escritora
A escritora defende que a violência sexual, no Brasil, ocorre majoritariamente no círculo de confiança da vítima — e não por 'monstros' desconhecidos.
Ela cita o caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos no Rio, classificado pela polícia como 'emboscada planejada.
Um menor com que a vítima se relacionava a levou a um apartamento, onde estavam outros 4 jovens, acusados de terem relações não consensuais com ela.
Jornalista Adriana Negreiros, autora de 'A Vida Nunca Mais Será a Mesma' — Foto: Renato Parada Em 2021, a jornalista Adriana Negreiros rompeu um silêncio ao publicar "A Vida Nunca Mais Será a Mesma".
No livro, narra em primeira pessoa o trauma da violência sexual e analisa como ela se estrutura no Brasil.
Dezoito anos antes, em maio de 2003, ela foi vítima de um estupro durante um sequestro-relâmpago ao sair do Shopping Eldorado, na Zona Oeste de São Paulo.
"Meu caso, em que fui atacada por uma pessoa que eu nunca tinha visto, no estacionamento de um shopping center, e levada de fato para um lugar escuro, é muito atípico", diz.
"É um crime muito cometido na intimidade, por pessoas do círculo de confiança da vítima.
Eram pessoas do círculo de confiança da garota ", segue a escritora, comentando o caso investigado no Rio de Janeiro , que mobilizou o país em torno do tema nesta semana.
Último foragido por estupro coletivo se entrega à polícia; 4 jovens estão presos e são réus pelo crime A Justiça decretou a prisão preventiva de quatro jovens que se tornaram réus sob acusação de ter praticado estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos.