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Print mostra que marido dizia ter controle das redes da vítima

Por Kevin Ribeiro • 04/03/2026 às 19:56
Print mostra que marido dizia ter controle das redes da vítima

Um print de conversa obtido pela família da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, mostra que o tenente-coronel da PM Geraldo Neto afirmava ter acesso e controle sobre as redes sociais da esposa. Na mensagem, ele teria usado o próprio perfil para repreender um primo dela após supostamente ter visto a conversa dos dois no perfil da esposa. Ele afirmou que o homem estaria "conversando demais" com Gisele.

O advogado da família afirma que o print reforça a suspeita de controle e violência psicológica do marido, que a proibia de manter contato com familiares, de usar maquiagem e de frequentar academia sozinha. Gisele morreu com um tiro na cabeça na casa em que morava com o marido, no Brás, região central de São Paulo, e a Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita.

De acordo com o advogado José Miguel Silva, o print é uma prova importante que demonstra o controle exercido pelo marido sobre a vida da vítima. "Ele tinha acesso e total controle às redes sociais dela", afirmou. Na conversa, o primo responde de forma cordial, mas o marido encerra a conversa de forma abrupta, o que reforça a suspeita de que Geraldo Neto exercia um controle excessivo sobre a vida de Gisele.

A investigação da morte de Gisele continua em andamento, e o print de conversa pode ser um elemento importante para esclarecer as circunstâncias da morte da policial militar. A família e os advogados aguardam ansiosamente o resultado da investigação, que pode ajudar a trazer justiça para Gisele e sua família.