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Ataque militar ao Irã divide base eleitoral do governo de Donald Trump

Por Kevin Ribeiro • 04/03/2026 às 14:19
Ataque militar ao Irã divide base eleitoral do governo de Donald Trump

Professor Stuenkel aponta ala MAGA que esperava postura "mais contida e menos intervencionista" de Trump.

A decisão de Trump cria contradição para JD Vance, que criticava intervenções e busca ser sucessor do MAGA.

Declarações desencontradas de Trump e Marco Rubio sobre o ataque ao Irã revelam falta de coesão estratégica.

O impacto eleitoral do conflito é incerto, dependendo da "duração e do custo econômico e humano para os EUA".

Renata Lo Prete entrevista Oliver Stuenkel sobre o governo de Donald Trump na guerra do Irã As declarações desencontradas de autoridades do governo americano — somadas ao vaivém do próprio Donald Trump ao explicar os objetivos da guerra — aumentam a tensão em torno do conflito com o Irã para além do tabuleiro do Oriente Médio .

A ofensiva expõe não apenas incertezas sobre os próximos passos militares de Washington, mas também uma crescente preocupação política dentro dos EUA, onde os custos domésticos da escalada podem pressionar a Casa Branca e aliados do presidente.

Para o professor de relações internacionais da FGV e pesquisador em Harvard, Oliver Stuenkel , há hoje uma divisão clara dentro do movimento trumpista.

Em entrevista ao "Jornal da Globo", Stuenkel destaca que existe uma ala mais nacionalista e isolacionista do movimento MAGA (Make America Great Again), que inclui o vice-presidente, JD Vance.

“A retórica de Trump durante a campanha sempre partiu da proposta de terminar o que é conhecido como ‘guerras intermináveis’ no Oriente Médio e em outros lugares do mundo, como Afeganistão, Líbia e Iraque”, afirma.

Acompanhe em TEMPO REAL a cobertura da guerra no Irã Trump diz que guerra no Irã pode durar entre 4 e 5 semanas ou mais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução De acordo com o pesquisador, parte importante da base trumpista votou no presidente justamente por esperar