Ataque militar ao Irã divide base eleitoral do governo de Donald Trump
Professor Stuenkel aponta ala MAGA que esperava postura "mais contida e menos intervencionista" de Trump.
A decisão de Trump cria contradição para JD Vance, que criticava intervenções e busca ser sucessor do MAGA.
Declarações desencontradas de Trump e Marco Rubio sobre o ataque ao Irã revelam falta de coesão estratégica.
O impacto eleitoral do conflito é incerto, dependendo da "duração e do custo econômico e humano para os EUA".
Renata Lo Prete entrevista Oliver Stuenkel sobre o governo de Donald Trump na guerra do Irã As declarações desencontradas de autoridades do governo americano — somadas ao vaivém do próprio Donald Trump ao explicar os objetivos da guerra — aumentam a tensão em torno do conflito com o Irã para além do tabuleiro do Oriente Médio .
A ofensiva expõe não apenas incertezas sobre os próximos passos militares de Washington, mas também uma crescente preocupação política dentro dos EUA, onde os custos domésticos da escalada podem pressionar a Casa Branca e aliados do presidente.
Para o professor de relações internacionais da FGV e pesquisador em Harvard, Oliver Stuenkel , há hoje uma divisão clara dentro do movimento trumpista.
Em entrevista ao "Jornal da Globo", Stuenkel destaca que existe uma ala mais nacionalista e isolacionista do movimento MAGA (Make America Great Again), que inclui o vice-presidente, JD Vance.
“A retórica de Trump durante a campanha sempre partiu da proposta de terminar o que é conhecido como ‘guerras intermináveis’ no Oriente Médio e em outros lugares do mundo, como Afeganistão, Líbia e Iraque”, afirma.
Acompanhe em TEMPO REAL a cobertura da guerra no Irã Trump diz que guerra no Irã pode durar entre 4 e 5 semanas ou mais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução De acordo com o pesquisador, parte importante da base trumpista votou no presidente justamente por esperar