Escala 6x1: governo pode mandar novo projeto com urgência ao Congresso caso tema não avance na ' velocidade desejada'
Escala 6 x1: governo pode mandar novo projeto com urgência ao Congresso caso tema não avance na ' velocidade desejada' Por Alexandro Martello , g1 — Brasília 03/03/2026 12 h37 Atualizado 03/03/2026 O ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, informou nesta terça-feira (3) que o governo pode enviar um projeto de lei com urgência ao Congresso Nacional , sobre o fim da jornada 6 por 1, se julgar que o tema não está caminhando com a "velocidade desejada" nos textos em análise pelo Legislativo.
🔎Projetos com urgência de autoria do presidente da República trancam a pauta do Congresso caso não seja analisado em até 45 dias pela a Câmara e, posteriormente, em até 45 dias pelo Senado.
"Motta [presidente da Câmara dos Deputados] se comprometeu a tocar as PECs que estavam lá, mas que trabalharia também os projetos de lei vigentes.
Mas o governo não descarta, a depender da conversa com o Hugo Motta e Alcolumbre [presidente do Senado], mandar um projeto de lei com urgência se perceber que as coisas não irão caminhar na velocidade desejada", disse o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
Principal bandeira de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na economia em sua busca por uma nova reeleição no fim deste ano, o projeto que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sofre resistência do setor produtivo.
O principal argumento é que haverá aumento de custos, o que tende a ser repassado ao consumidor.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode elevar entre R$ 178, 2 bilhões e R$ 267, 2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia.
Isso equivale a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos, diz a entidade.
De acordo com o ministro Luiz Marinho, o debate sobre a redução da jornada de trabalho é uma necessidade cobrada pela sociedade brasileira.
Ele afirmou, porém, que já há empresas que vem antecipando esse debate, reduzindo voluntariamente a jornada de seus