Plantão judiciário negou urgência em caso de estupro coletivo e suspeitos somem antes da prisão, diz delegado
Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), ouvido pelo blog, a Polícia Civil solicitou as prisões e os mandados de busca e apreensão ainda durante o plantão.
O processo foi distribuído primeiro para a Vara de Violência Doméstica e, depois, para a vara especializada em crimes contra crianças e adolescentes vítimas.
A decisão que decretou as prisões saiu após o carnaval, cerca de 21 dias depois do pedido inicial .
No sábado seguinte, a polícia tentou cumprir os mandados, mas não encontrou os suspeitos nos endereços informados.
De acordo com o delegado, como as defesas já tinham acesso ao processo, não houve efeito surpresa no cumprimento das ordens judiciais.
A apreensão dos celulares é considerada peça-chave para o inquérito.
Embora não haja confirmação de que o crime tenha sido filmado, Ângelo afirma que é comum, nesse tipo de caso, haver registros em vídeo.
A polícia também acredita que houve intensa troca de mensagens entre os envolvidos antes e depois do episódio.
Seria uma prova ainda mais robusta para a gente juntar à investigação”, disse.
Quando os mandados de prisão foram expedidos, na última sexta-feira, os suspeitos já não estavam em casa.
Ângelo afirma que tentou antecipar o cumprimento para o sábado, a fim de surpreendê-los, mas eles não foram localizados.