ONU pede investigação sobre ataque mortal a escola no Irã
O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu uma investigação "rápida, imparcial e minuciosa" sobre o ataque a uma escola de meninas no sul do Irã, que ocorreu no sábado (1º) e deixou 150 estudantes mortas. O ataque foi classificado pelo Irã como "injustificável" e "criminoso".
A porta-voz da ONU, Ravina Shamdasani, descreveu o ocorrido como absolutamente horrível, enquanto a organização ainda não define se é um crime de guerra. A ONU defende que as forças responsáveis pelo ataque investiguem o caso e divulguem informações sobre o ocorrido. No entanto, o escritório não apontou quem considera responsável pela ofensiva.
As imagens que circulam nas redes sociais mostram a essência da destruição, do desespero, da falta de sentido e da crueldade deste conflito. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, também defendeu uma apuração rigorosa sobre as circunstâncias do bombardeio. Enquanto isso, os Estados Unidos e Israel negam ter realizado um ataque deliberado.
A comunidade iraniana abriu uma cova comunitária para as vítimas do ataque, em um gesto de solidariedade e respeito às estudantes mortas. A ONU continua a acompanhar a situação e a exigir uma investigação transparente e imparcial sobre o ocorrido.