Apopia: Um Conto Disfarçado promete mistérios tenebrosos, mas entrega apenas aventura cômica e trama rasa
Quando pensamos em jogos do gênero que compartilham premissas parecidas, como o aclamado Fran Bow, que conta com uma aventura que explora bem a temática de terror psicológico, é possível notar que a Quillo Entertainment tenta repetir o feito em seu novo jogo, porém sem êxito.
Por mais que tentem chocar o jogador com revelações que, a princípio, explicam melhor a lore da personagem principal, acredito que manter uma classificação indicativa mais acessível tenha limitado o aprofundamento dos temas sensíveis apresentados, que acabam soando vazios e apressados.
Um começo promissor Logo no início da aventura de Mai — uma jovem com um visual que me lembra as árvores do filme O Lorax —, é possível perceber que há muito a ser desvendado e que o caminho de volta para casa será repleto de desafios.
Mesmo com um começo que transmite uma atmosfera sombria, com a mãe da menina no centro de tudo, o tom cômico se estabelece quase que imediatamente e está sempre presente em piadas e trocadilhos, principalmente quando o jogador assume o papel de Nico, o gato rosa.
Créditos: Reprodução/Quillo Entertainment Após a breve introdução, conhecemos Iogurte, um reino construído por coelhos e que serve de palco para grande parte da história.
Por ser a única humana nesse mundo “mágico”, surge a dúvida se é apenas um conto de fadas criado pela mente criativa de Mai ou um lugar real que a jovem encontrou por acidente.
Quando o jogador começa a investigar mais sobre o local, não demora muito para descobrir que Iogurte é controlado por um ditador, conhecido como CHEFE, que impede a entrada e saída de qualquer cidadão.
A partir disso, o objetivo principal muda para descobrir mais sobre o passado do reino e tentar ajudar aqueles que ali moram, como a princesa Moly, que