MP apura esquema que levou a demissões na Secretaria de Turismo e SP Turis
Segundo a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, os indícios denunciados pelo portal "Metrópoles" e confirmados pelo g1 de que o agora ex-secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho, usou o cargo para favorecer a agência MM Quarter e a Associação de Bem-Estar, Esporte e Cultura (ASA) são robustos e, portanto, deverão ser alvo de apuração aprofundada dos promotores paulistas .
O g1 procurou a gestão do prefeito Ricardo Nunes ( MDB ) e a MM Quarter para comentarem o inquérito aberto na promotoria, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.
No documento, o promotor José Carlos Blat pediu para que a Divisão de Investigações de Crimes Contra a Administração Pública (DISCCA), da Polícia Civil, também investigue os empresários Nathalia Carolina de Souza Silva, sócia da empresa MM Quarter no papel, e seus supostos sócios ocultos, Rodolfo Marinho e Vitor Correa de Moraes.
Conforme a apuração do g1 , Natália aparece nos documentos oficiais como dona única da empresa, que tem mais de R$ 239 milhões em contratos só com a SPTuris , mas a própria Controladoria Geral do Município (CGM) encontrou duas procurações em que ela dá plenos poderes de administração da empresa para Rodolfo Marinho e Vitor Moraes gerirem a empresa.
Rodolfo Marinho da Silva, ex-secretário-adjunto do Turismo, e Gustavo Pires, agora ex-diretor presidente da SPTuris.
— Foto: Reprodução As procurações encontradas pela CGM indicam, segundo o próprio controlador da cidade, Daniel Falcão, uma sociedade oculta entre Natália e os demais investigados.