Perícia acha marcas de sangue em box de banheiro no caso de PM morta
A informação pode ajudar a Polícia Civil de São Paulo a esclarecer o caso, registrado inicialmente como suicídio e posteriormente investigado como morte suspeita.
Gisele foi encontrada na manhã do dia 18 de fevereiro, dentro do apartamento em que morava com o marido, o tenente-coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo Geraldo Neto.
A filha da soldado, de sete anos, morava com eles, mas não estava em casa no momento.
Segundo os investigadores, a perícia realizada pelo Instituto de Criminalística identificou, com uso de luminol, vestígios de sangue dentro do box do banheiro, local onde o tenente-coronel afirmou que estava tomando banho no momento do disparo .
Já a análise residuográfica deu negativo para as mãos de Gisele e também para as do tenente-coronel.
Antes da divulgação dessas informações, os investigadores estiveram na delegacia responsável pelo caso e fizeram novas perguntas aos socorristas e a Geraldo Neto, que estava no apartamento no momento da morte.
Agora, a Polícia Civil aguarda os laudos periciais, entre eles o necroscópico, que deve trazer detalhes sobre a trajetória da bala.
Pela marca do ferimento, será possível apontar a distância em que o disparo foi efetuado e identificar se Gisele apresentava outras lesões no corpo, como arranhões.
No boletim de ocorrência, o tenente-coronel afirmou que, antes da morte, pediu a separação à esposa porque o relacionamento não estava funcionando e, em seguida, foi tomar banho.
Segundo o relato, cerca de um minuto depois de entrar no chuveiro, ouviu um barulho.
Ao abrir a porta, disse ter encontrado Gisele caída no chão, com intenso sangramento na