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Guerra no Irã causa racha nos Brics: Brasil, China e Rússia condenam ataques e divergem de Índia e árabes do bloco

Por Kevin Ribeiro • 03/03/2026 às 09:56
Guerra no Irã causa racha nos Brics: Brasil, China e Rússia condenam ataques e divergem de Índia e árabes do bloco

— Foto: Gianluigi Guercia/Pool/REUTERS via BBC O ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã e as retaliações seguintes do regime de Teerã, ocorridos nos últimos dias, tiveram repercussões divergentes entre países dos Brics.

O bloco é formado por: Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Egito, Etiópia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã e Indonésia.

Enquanto o Brasil, China e Rússia condenaram, oficialmente, a ação conjunta entre norte-americanos e israelenses iniciada no sábado (28/2), outros integrantes do grupo, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Índia, pouparam os bombardeios de Israel e EUA e condenaram, por sua vez, os ataques com mísseis realizados pelo Irã contra bases norte-americanas localizadas nos países do Golfo Pérsico.

Um diplomata ouvido pela BBC News Brasil em caráter reservado afirma que, nos últimos dias, o governo brasileiro tem feito consultas junto a países do bloco, mas que, por ora, não haveria previsão de uma posição conjunta do bloco sobre o assunto.

AO VIVO: Israel faz ataques aéreos contra Teerã e Beirute simultaneamente Em julho de 2025, quando o Irã também foi alvo de ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel, os Brics chegaram a um acordo e divulgaram uma nota sobre o episódio.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um interlocutor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, disse à BBC News Brasil não acreditar que o bloco vá adotar algum tipo de posição conjunta sobre o assunto.

Segundo ele, fatores como as atuais dimensões da crise e a liderança indiana do bloco, neste ano, inviabilizariam um posicionamento semelhante ao do ano anterior.

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que a atual crise no Irã expõe contradições do processo de expansão do grupo e coloca em xeque a capacidade de ação coletiva de um grupo de países com interesses geopolíticos tão distintos.